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Os benefícios ocultos da emigração: por que precisamos sair da nossa "aldeia"?

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Outro dia, numa roda de amigos, fui indagado sobre minhas ideias em relação à emigração. Alguém lembrou do trabalho que faço nessa área há mais de 8 anos e inferiu que eu, talvez, desaprovasse quem escolhe não deixar a sua pátria ou quem nem sequer se movimenta dentro dela para vivenciar novas culturas.

Isso me fez viajar no tempo. Na altura, contei a eles a história do Miguel.

O Miguel era um canoeiro da Praia do Francês, em Alagoas, lugar que eu frequentava regularmente quando ainda era apenas um pacato povoado de pescadores, antes mesmo de eu entrar na faculdade. O Miguel devia ter uns 30 anos e sempre viveu na mesma aldeia, de onde via, bem ao longe, a capital DAS Alagoas, Maceió.

Um dia, em frente à nossa barraca, enquanto grelhava um bico-verde recém-caçado, perguntei a ele se ia muito a Maceió. A resposta veio pronta, curta e seca: “Duas vezes. Por questões médicas.”

Aquilo me marcou profundamente. Em contraste com as minhas temporadas na infância e adolescência em Portugal, a história do Miguel moldou a forma como eu enxergo a quase necessidade de uma pessoa emigrar. Seja em definitivo, seja por um tempo para estudar, trabalhar ou até para um ano sabático. Do tamanho da possibilidade de cada um.

Como uma pessoa pode vir ao mundo e viver apenas num único local? Ver a vida por um único prisma? Não provocar o palato com temperos diferentes e ter no seu repertório apenas conversas com iguais?

Hoje, vivendo há trinta anos em Portugal — com circuladas por muitos países da Europa, somados aos 12 anos de São Paulo que ficaram para trás, e com quatro filhos que já viveram em diversos lugares do mundo —, a história do Miguel ganha contornos ainda mais significativos para mim.

O Miguel, fiel canoeiro, me empurrou para o mundo, com efeito reverso.

Não estou falando apenas de viagens de férias. Falo de imersão real no país de destino.

Falo de ir estudar línguas na adolescência ou frequentar um college fora do seu país de origem, absorvendo a experiência com toda a plasticidade neural que a juventude tem, formando uma identidade plural. Falo do jovem que vai ver o mundo para poder escolher onde quer morar, saindo do conforto do ambiente social conhecido.

Falo do profissional que busca um salto qualitativo no currículo, vivenciando uma cultura empresarial e ambientes de negócio distintos. Da família que, junta, aprende a superar os desafios da troca de residência. Ou, em tempos de teletrabalho, do nômade que passa largos períodos em diversos países.

Não há escolhas reais sem o conhecimento de outras opções. E em todas essas hipóteses, os benefícios são imensuráveis:

  • Sair da zona de conforto: Você fortalece o seu caráter, a sua atitude e produz um salto gigantesco na sua autoconfiança;

  • Confrontar valores: Você conhece outras formas de viver, com hábitos distintos, e as confronta com os seus de origem, refinando quem você é;

  • Experienciar a vida por si: Você cria novos relacionamentos e percebe que o mundo é vasto demais para uma percepção global enviesada.

Viver no seio familiar e junto aos amigos de sempre tem, sim, suas vantagens — o aconchego e o apoio. Mas quem nunca saiu não percebe o que está perdendo e acaba se formando com o viés de uma única lente.

São escolhas. Não há caminhos certos, há caminhos. O que importa, no fim das contas, é a caminhada.

Deseja expandir os seus horizontes e não sabe por onde começar?

Há mais de 8 anos eu ajudo pessoas e famílias a planejarem suas jornadas de emigração para Portugal com segurança, planejamento e tranquilidade.

Se a ideia de viver uma nova cultura faz sentido para você, vamos conversar.

Entre em contato comigo pelo WhatsApp: +351 910 937 387

 

Renato Leal - Setúbal, Portugal

PortugalSIM


“Participamos na construção de novos futuros às pessoas e empresas.

É essa a nossa missão.”


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